Desse mar que sempre recai na onda

Nesta biografia pessoal e literária, o seu autor oferece-nos facetas de um Goethe mais íntimo, mas também analisa a sua obra à luz do seu percurso de vida. Dá-nos conta daquele que foi um génio na sua época e que lavrou indelevelmente a literatura universal, cuja tradição humanista está hoje em franco declínio. Era a isso que aludia Benjamin a Scholem quando se referia à perda da tradição e à necessidade de reactualização dessa tradição humanista, numa carta em que usava uma bela metáfora: “um mar agitado, mas para a vaga (se a tomarmos como a imagem do homem) só há uma coisa a fazer, abandonar-se ao movimento para crescer até formar uma crista e tombar em espuma”.

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Perplexidades e equilíbrios

É um livro de grande equilíbrio, que tem arquitectura e é meditado, denotando ampla consciência do seu ofício. Sendo discursivo não cai no vício da retórica; o seu léxico medido e uma expressividade controlada não perdem de vista os seus efeitos emocionais embora prescinda de se meter em ponta dos pés, no afã de cativar o leitor por um “sensacionalismo das imagens”.

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“tem que ser navegando a longa noite”*

Mais do que linguagem, a poesia é antes um «outro olhar», religando o que se encontra separado, reencontrando esse sentido que não havia. Uma convocação, do sagrado ou disso para o qual não há nome, mas que nos permite nomear, reconhecer cada gesto, cada planta, cada animal. Algo que não está para além, mas que existe no íntimo de cada coisa e que a Linguagem faz despertar. Neste sentido, então, um outro modo de olhar o ínfimo e devolver-lhe o fulgor ou o sopro.

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Pensar a alegoria em Walter Benjamin

No dia em que se fizer a história da recepção de Walter Benjamin em Portugal, este livro da Maria João será uma chave fundamental para a compreensão da mesma. Ele situa-se como ponto charneira da segunda geração de leitores de Walter Benjamin, segunda geração que se segue e que é herdeira, uma herança, aliás, nada a contragosto contrariamente a outras heranças, de figuras como Filomena Molder, João Barrento ou Bragança de Miranda. O mais interessante, aliás, é ver como esta história percorre o livro de uma ponta à outra e como as clivagens e as diferenças que existem na recepção de Benjamin encontram uma tensão produtiva na própria formulação conceptual da alegoria.

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Custine, um escritor menor do século XIX

Pouco após a publicação de A Rússia em 1839, em maio de 1843, o célebre escritor e filósofo russo Aleksandr Ivanovitch Herzen (1812-1870), o qual teve um papel importante no pensamento político russo a partir de meados do século XIX e foi considerado o fundador do socialismo russo[1], escreveu entusiasticamente que este «era o livro […]

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“A Terceira Miséria” de Hélia Correia

Apesar de ser mais conhecida como romancista e dramaturga de destaque no actual panorama da literatura portuguesa, tendo conquistado vários prémios literários ao longo da sua obra, Hélia Correia estreou-se na literatura com a poesia. Publicou O Separar das Águas, em 1981, O Número dos Vivos em 1982 e A Pequena Morte/Esse Eterno Canto, em […]

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Apresentação de “Efeitos de Captura”

Luís Filipe Sarmento completa este ano 40 anos de carreira literária e a sua obra percorre um largo espectro, desde ficção a poesia e teatro. Tendo-se estreado em 1975, ainda muito jovem, com a sua recolha poética A Idade do Fogo, tem na sua bibliografia 19 livros publicados, sobretudo de poesia. A sua obra encontra-se […]

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Festival de Poesia do Algarve “A Teia”

No mês de Setembro, de 25 a 27, estaremos presentes no Festival de Poesia “A Teia” A Programação é a seguinte: Setembro  2015 Dia 25  ( Sexta – Feira ) 10h30 “ O Social Poético – qualidade versus igualdade” ( o papel do critíco literário) Poetas  e Críticos literários convidados – Maria João Cantinho , Cecília […]

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Luís Miguel Nava ou do corpo como inscrição radical

Há quem de quanto escreve faça túneis através dos quais se move sem ser visto. Quando, por exemplo, eu digo ou escrevo eu ou ele, qualquer dessas palavras parte em busca de alguém a quem se ajuste. São palavras que sufocam, que boiam à deriva até encontrarem algo com que possam respirar.

Luís Miguel Nava, “Eu, Ele”, in Rebentação (Nava, 2002, p. 103).

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