“A Terceira Miséria” de Hélia Correia

Apesar de ser mais conhecida como romancista e dramaturga de destaque no actual panorama da literatura portuguesa, tendo conquistado vários prémios literários ao longo da sua obra, Hélia Correia estreou-se na literatura com a poesia. Publicou O Separar das Águas, em 1981, O Número dos Vivos em 1982 e A Pequena Morte/Esse Eterno Canto, em… Read More

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Apresentação de “Efeitos de Captura”

Luís Filipe Sarmento completa este ano 40 anos de carreira literária e a sua obra percorre um largo espectro, desde ficção a poesia e teatro. Tendo-se estreado em 1975, ainda muito jovem, com a sua recolha poética A Idade do Fogo, tem na sua bibliografia 19 livros publicados, sobretudo de poesia. A sua obra encontra-se… Read More

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Festival de Poesia do Algarve “A Teia”

No mês de Setembro, de 25 a 27, estaremos presentes no Festival de Poesia “A Teia” A Programação é a seguinte: Setembro  2015 Dia 25  ( Sexta – Feira ) 10h30 “ O Social Poético – qualidade versus igualdade” ( o papel do critíco literário) Poetas  e Críticos literários convidados – Maria João Cantinho , Cecília… Read More

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Luís Miguel Nava ou do corpo como inscrição radical

Há quem de quanto escreve faça túneis através dos quais se move sem ser visto. Quando, por exemplo, eu digo ou escrevo eu ou ele, qualquer dessas palavras parte em busca de alguém a quem se ajuste. São palavras que sufocam, que boiam à deriva até encontrarem algo com que possam respirar.

Luís Miguel Nava, “Eu, Ele”, in Rebentação (Nava, 2002, p. 103).
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Uma Poética dos Rastros

Procuro em cada coisa A Palavra de Deus/Olho e olho e nenhum som, gesto ou sopro. Joana Emídio Marques, Ritornelos Joana Emídio Marques, jornalista, publicou recentemente o seu primeiro livro de poesia, Ritornelos. Esta obra reúne três ciclos: “Ritornelos”, “Cânticos da Floresta” e “Litanias”. O título da obra confere-lhes uma unidade temática e musical, no sentido… Read More

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No esplendor das coisas ameaçadas

Profano, profano, profano. Profano o tempo, profana a terra, profana a língua, profana a lei. Tempo e terra, língua e lei, sem outro tamanho que não aquele que por si próprios possam produzir. Causa e consequência, circunstância, condição, isso que a si mesmo, e contra a estrita ideia de civilização, se pesa, se mede e… Read More

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Exercitaremos os pés por entre as imagens e as mãos sobre a escrita

“Ana de Peñalosa não amava os livros: amava a fonte de energia visível que eles constituem quando descobria imagens e imagens na sucessão das descrições e dos conceitos”. Maria Gabriela Llansol, O Livro das Comunidades, p. 75. “Écrire, c’est rentrer dans l’affirmation de la solitude où menace la fascination. C’est se livrer au risque de… Read More

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Da penumbra tocada pelo canto

A autora Isabel Aguiar é natural na Madeira e vive actualmente em Lisboa, licenciada em Literatura e professora de Português no Ensino Secundário. Estreou-se na poesia com a obra Bichos Instantâneos (com o grande poeta António Ramos Rosa), em 2002, em 2003 publica Nunca se Regressa ao Mesmo Lugar, regressa à poesia em 2014, com… Read More

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Rui Costa: da reciclagem dos anjos

Os anjos são recicláveis e a literatura controla o tráfego aéreo. No porão do pensamento acenamos à suavidade, enquanto Deus é uma sala de fisioterapia. Conservamos as fábricas de electricidade em  níveis aceitáveis de educação sentimental. Somos homens negros paridores da luz.   Rui Costa, Breve ensaio sobre a potência, 29, p. 30. Rui Costa… Read More

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Adolfo Casais Monteiro: o estrangeiro definitivo

Uns dizem que os meus versos são tristes,/outros que são abstractos./Mas eu não tenho culpa que a carne da inteligência/seja triste, e inteligente. Adolfo Casais Monteiro, O Estrangeiro Definitivo, 1969. Toda a poesia é impura e se torna pura. Tem barro humano e é barro humano. Adolfo Casais Monteiro, A palavra Essencial, p.83. Passados 43… Read More

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