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“Não quero ser nada

Entrevista minha concedida a Paulo José Miranda, para o jornal “Hoje Macau” Tens uma obra dividida pelo ensaio e pela poesia, e ambas reconhecidas. Gostava que falasses acerca do modo como entendes cada uma delas, no teu modo de escrita, e também em relação aos outros, ou seja como vês essas escritas para além da […]

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Do Ofício Poético como Alquimia

O poeta António Gedeão desapareceu há vinte anos. A sua última obra foi Memórias, uma magistral biografia, publicada pela Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. Rómulo de Carvalho atravessou o século XX. Nascido no ano de 1906, o poeta conheceu uma vida discreta, longe dos salões literários, que nunca o atraíram. Foi, durante toda a sua vida, […]

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Camões e Baco nas redes sociais

Texto de Helder Macedo publicado na Revista Caliban Fui informado de que a professora brasileira Luiza Nóbrega me atacou, em termos desabridos, nas redes sociais, acusando-me de ter plagiado as suas ideias sobre a significação de Baco n’Os Lusíadas. O ataque teria derivado da minha conferência intitulada “Portugal, filho de Baco”, proferida no recente lançamento […]

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Um céu muito negro

A primeira semana do bufão Donald Trump, que transformou a Casa Branca num circo mediático, revelou-se pior do que imaginávamos. Nunca estive iludida acerca desta personagem histriónica, agora eleita por um povo que revela um profundo desespero e uma revolta muito bem direccionada contra as políticas anteriores. Nos meus piores pesadelos imaginei que uma parte […]

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Não fosse a ponta do iceberg não seria grave

A propósito de uma crónica de Patrícia Reis no Blog Delito de Opinião, em que a escritora manifestava a sua indignação pelo facto de não ter sido escolhida uma única mulher, na lista dos cronistas de vários órgãos de comunicação, para falar de 2017, vieram à liça alguns despiques. Parece que não só achavam o facto normal […]

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Do pó

Para o meu pai Talvez seja só isto. Uma mão que anoitece os dias e que impede a luz de permanecer. Não teremos senão o chão que pisamos, o amor que nos é concedido, o quinhão permitido. E lembro-me, recordo-me sempre dos momentos que antecediam a noite e tu chegavas, mas antes de ti chegava […]

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O Azul de amendoeiras que são brancas

Todo o pensamento começa por um poema. Alain, Commentaire sur «Le Jeune Parque», 1953. Quando as águas da filosofia se cruzam com as da poesia é natural que o rigor do pensamento escape por entre as suas margens e correntes, extravasando-as. O modo como as intuições e as múltiplas figurações do sentido as atravessam desafiam a formulação […]

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