“Estamos hoje tão atordoados pelas luzes e pelo ruído que perdemos a capacidade de escutar e de olhar para as pequenas coisas”

Maria, quando é que surgiu a sua vontade de escrever ficção e de publicar? A escrever comecei cedíssimo, como comecei a ler. A minha mãe impingia-me livros de menina, como aqueles contos da Condessa de Ségur, e eu era uma maria-rapaz, achava aquilo tudo sem piada nenhuma, então comecei a inventar as minhas próprias histórias.… Read More

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Prémio Literário Glória de Sant’Anna

PRÉMIO LITERÁRIO GLÓRIA DE SANT’ANNA – 2017 Obra Vencedora DO ÍNFIMO Autor MARIA JOÃO CANTINHO EDITORA COISAS DE LER […] É um livro com extremo equilíbrio (o mais equilibrado do conjunto), que tem arquitectura e é meditado,com ampla consciência do seu ofício, sendo discursivo sem cair no vício da retórica, com um léxico medidoe uma… Read More

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Jorge Luís Borges: o poeta cabalista

Começo a compreender o que Jorge Luís Borges queria dizer, quando afirmava, nas suas entrevistas, que já só relia. Na minha sofreguidão de adolescente, todo o tempo de que dispunha era para ler, autores que desconhecia, poetas, ficcionistas, ensaístas. Não compreendia verdadeiramente o que significava esse acto de releitura, de regresso aos clássicos, confundindo-os naquele… Read More

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Pensar a alegoria em Walter Benjamin

Por João Oliveira Duarte (texto de apresentação do livro) Numa nota mais pessoal, gostaria de começar por dizer que me é bastante difícil falar deste livro sem falar da Maria João, de quem tenho a sorte de ser amigo e com quem tenho o privilégio de trabalhar há já algum tempo. Não consigo falar dele… Read More

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Marcia Tiburi: a escrita como o “lugar da ética”

 Há algo que não combina com a hospitalidade portuguesa e Marcia Tiburi. Somos lestos, em Portugal, em receber poetas brasileiros, ficcionistas brasileiros, músicos e artistas brasileiros. Somos lestos, cedemos aos encantos daquela língua que mais se assemelha a um canto e quando regressam ao Brasil têm que deixar garantido o seu regresso. Vejam-se os casos… Read More

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Custine, um escritor menor do século XIX

Pouco após a publicação de A Rússia em 1839, em maio de 1843, o célebre escritor e filósofo russo Aleksandr Ivanovitch Herzen (1812-1870), o qual teve um papel importante no pensamento político russo a partir de meados do século XIX e foi considerado o fundador do socialismo russo[1], escreveu entusiasticamente que este «era o livro… Read More

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Do Ofício Poético como Alquimia

O poeta António Gedeão desapareceu há vinte anos. A sua última obra foi Memórias, uma magistral biografia, publicada pela Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. Rómulo de Carvalho atravessou o século XX. Nascido no ano de 1906, o poeta conheceu uma vida discreta, longe dos salões literários, que nunca o atraíram. Foi, durante toda a sua vida,… Read More

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