Ferida de Luz

Eu não saberia nomear este frémitoque esconde a luz de uma feridanem a sombra, o desejo e a fomecavando os meus dias, em silêncio. Por instantes, acredito que voltarásrenasce a esperança como uma brisa suave,Por vezes, a ferida já não dói,e de repente o mar entra em mim,o mar em forma de desejo, violento,esse mar […]

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Limiar

é na sombra deste dia, o último, que suspendo o gesto, o meu gesto, ainda que a luz se demore sobre o teu olhar limpo. Peço ao instante que páre a ternura irrompe no olhar que nos ilumina e não há uma palavra, um verso que nos salve, não há um nome que escreva este […]

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Maria Filomena Molder

Que das cinzas renasça o vivo

Molder, Maria Filomena, O Químico e o Alquimista, Benjamin, Leitor de Baudelaire, Relógio d’água, Lisboa, 2011. É de saudar a publicação desta obra de Maria Filomena Molder, por várias razões. Era notada a ausência de uma publicação consagrada ao pensamento benjaminiano, que tomasse o seu objecto entre mãos, de forma tão rigorosa e completa como […]

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Conferência no Centro Unesco do Porto

Walter Benjamin: Um filósofo a contrapelo da históriaConferência por Maria João Cantinho, 12 de Março, pelas 15.00 horas. Mais do que nunca, a visão optimista da história, nos tempos que vivemos, revela-se ilusória, algo que Walter Benjamin já compreendera muito bem, nas teses que escreveu sobre a História, em 1940. Texto paradigmático e inclassificável, “Sobre […]

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O Anjo ou a sombra do tempo

Ela atravessou o jardim, onde os lilases se fundiam no crepúsculo. O brilho suave do anoitecer era uma canção, por dentro da pele. Ele esperava-a, alto e belo. Tinha o olhar triste, perdido entre o cinza e o verde. Um olhar que lembrava o mar, em certos dias de tempestade, e nele pareciam mergulhar gaivotas, […]

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Walter Benjamin

A débil luz entre as ruínas

Walter Benjamin, O Anjo da História, Obras escolhidas de Walter Benjamin, tradução de João Barrento, editora Assírio & Alvim, Lisboa, 2010. “Há um quadro de Klee intitulado Angelus Novus. Representa um anjo que parece preparar-se para se afastar de qualquer coisa que olha fixamente. Tem os olhos esbugalhados, a boca escancarada e as asas abertas. […]

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Escrever a Bordo dos Dias

João Barrento, O Género Intranquilo – anatomia do ensaio e do fragmento, editora Assírio & Alvim. O ensaio faz-se a bordo dos dias. E a bordo dos livros, na leitura acidental, mais do que na dirigida. É sempre o mais tangencial que me leva ao centro, núcleo duro, pérola de ostra, nó de rizoma, ponto […]

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