A Cidade e a Escrita: Encontro com João Barrento no Instituto Goethe
Barrento encantou-nos a falar sobre Walter Benjamin e sobre o seu novo livro, editado pela Assírio e Alvim; “O Género Intranquilo”
Read More…Site Pessoal
Barrento encantou-nos a falar sobre Walter Benjamin e sobre o seu novo livro, editado pela Assírio e Alvim; “O Género Intranquilo”
Read More…
Homens que são como lugares mal situados Homens que são como casas saqueadas Que são como sítios fora dos mapas Como pedras fora do chão Como crianças órfãs Homens sem fuso horário Homens agitados sem bússola onde repousem(…). Daniel Faria, homens que são como lugares mal Situados, p.12. Daniel Faria faleceu em 1999, de uma […]
Read More…João Barrento esteve magnífico nesta sessão de “A Cidade e a Escrita”. Falou-nos de Walter Benjamin e da sua recepção crítica em Portugal, da sua tradução, que já vai no quarto volume e ainda houve espaço para falar sobre o seu novo livro “O Género Intranquilo – anatomia do ensaio e do fragmento”.Muito obrigada a […]
Read More…Luís Quintais, Riscava a palavra dor no quadro negro, Cotovia, Lisboa, 2010. Luís Quintais começou a publicar em 1995, com um livro que se intitulava A Imprecisa Melancolia, o qual o colocou imediatamente em destaque, ao arrecadar o Prémio Aula de Poesia de Barcelona. Regressa em 1999 à poesia. Repartido entre uma carreira de antropólogo […]
Read More…Fiéis ao desbaratar da luz Armando Silva Carvalho, Anthero, Areia & Água, Editora Assírio & Alvim, Lisboa, 2010. É o primeiro poema deste livro que dá o título à obra e começa assim uma obra que nos deixa sem fôlego: “Como todos acabamos, acabaste./Mas não acabaste como quase todos acabamos./Sentaste-te num banco de jardim,/Separado pelo […]
Read More…Escuta o rumor de um corpo morrendo,no estilhaço da noite, vê como ele se enrola sobre a terra,como bebe a chuva que cai na fissura demente do seu corpo,na luz que alumia as suas entranhas, vê como abre os olhose decifra o que já ninguém sabe, o olhar fixo nas sílabas do céu,na morte que […]
Read More…A sombra de uma árvore visita-me. O seu rumor de seivaescoando-se antigo, nos veios da memória.Lembro-me agora como houve um pássaronas páginas deste livro, que me persegue em sonhos. Como certos objectos que nos perseguem, obstinadosno querer ser em nós, visitam-me as silhuetas de uma outraexistência demorada no silêncio,retraem-se, ampliam-se, esboçam o contorno invisíveldos nomes […]
Read More…Para V. não há sombra nesse caminho que se adentra pela floresta a luz varre a folhagem, caminhamoscomo se caminha por dentro de um sonhosomos dançarinos gráceis e cantamossomos o vento, a esperançasomos a água tranquila de um lagoonde se demora o silêncio.Oh, voz sagrada, eco da terra,e caminhamos, lado a lado,quase sem sentirmos o […]
Read More…Virei de novo, como a chuvaQue abençoa a terra com a sua frescura,Com o seu odor, que enlouquece os animaisE dá aos homens o poder de recomeçara vida, a cada estação que passa. Virei, de olhos limpos, coração abertoPara que me deslumbrem de novoOs dias, o riso dos filhos, a luz do meu país,E eu […]
Read More…