«Do Ínfimo» no Brasil

Do Ínfimo está prestes a sair no Brasil, pela editora Penalux, de Wilson Gorj e Tonho França. É uma alegria ver chegar o meu primeiro livro de poesia ao Brasil. Agradeço também às minhas editoras portuguesas Gisela Ramos Rosa e Natacha Serrão, pelo convite que me fizeram para integrar a colecção Clepsydra, da editora Coisas de Ler. Por último, ao Prémio Glória de Sant’Anna, que me foi atribuído por esta obra, nas pessoas de Inez Andrade Paes, Andrea Paes e Ricardo Paes (filhos da poeta).

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Ler no Chiado; uma tarde de primavera poética

Acima de tudo, está esse estremecimento do mundo, essa viagem que nos põe em contacto com o enigma da linguagem e da poesia. A «alegria» de que fala Gusmão, no seu poema «A Perfeição das Coisas». Uma alegria que nasce dessa vibração íntima e inexplicável, capaz de juntar tanta gente num final de tarde, em escuta.

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“Do Ínfimo” sairá em breve no Brasil pela Editora Penalux

É uma grande novidade e é corajoso, da parte da editora Penalux, editar um autor português, sobretudo numa área como a poesia. Ainda sem data marcada, mas para breve, o meu livro sairá pelas mãos dos editores Tonho França e Wilson Gorj, no Brasil.

Recordo que à obra Do Ínfimo foi atribuído o Prémio Glória de Sant’Anna, de 2017, respeitante aos livros de 2016, bem como esteve nomeado como finalista no Prémio de Poesia do PEN Club Português.

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O resto é rosto: rastros Do ínfimo, de Maria João Cantinho; por Danielle Magalhães

Juan de la Cruz, Rumi e Eckart povoam “O lento passo dos nómadas”. Eu arrisco a dizer que todos os passos Do ínfimo são nômades, são todos outros e todos abertos à alteridade, todos passagens, fazendo dos passos, dos impasses, dos saltos e dos abismos começos possíveis de transitar. Do ínfimo é dedicado a todos “que caminham descalços”, aos “que caminham de olhos cerrados”, aos “que caminham de rosto coberto”, aos que “caminham e nunca chegam/ peregrinos de um clarão sem nome” – versos iniciais do poema “Os Peregrinos”.

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“Cada livro é uma pedagogia destinada a formar o seu leitor”*

Não consegui (ainda?) aprender em que língua falam os livros “para crianças” deste poeta, e não há garantia alguma de que isto possa vir a acontecer. As obras falam, para além do que dizem — “É o infalável que fala” — diz MAP; toda a obra é um “infalável que fala”. Enquanto eu só conseguir ouvir os ecos dos meus próprios lugares comuns, enquanto só ouvirmos o que estamos habituados a dizer, não aprendemos nada, nada nos muda, mais vale ficar calado.

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Perplexidades e equilíbrios

É um livro de grande equilíbrio, que tem arquitectura e é meditado, denotando ampla consciência do seu ofício. Sendo discursivo não cai no vício da retórica; o seu léxico medido e uma expressividade controlada não perdem de vista os seus efeitos emocionais embora prescinda de se meter em ponta dos pés, no afã de cativar o leitor por um “sensacionalismo das imagens”.

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“tem que ser navegando a longa noite”*

Mais do que linguagem, a poesia é antes um «outro olhar», religando o que se encontra separado, reencontrando esse sentido que não havia. Uma convocação, do sagrado ou disso para o qual não há nome, mas que nos permite nomear, reconhecer cada gesto, cada planta, cada animal. Algo que não está para além, mas que existe no íntimo de cada coisa e que a Linguagem faz despertar. Neste sentido, então, um outro modo de olhar o ínfimo e devolver-lhe o fulgor ou o sopro.

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Jorge Luís Borges: o poeta cabalista

Começo a compreender o que Jorge Luís Borges queria dizer, quando afirmava, nas suas entrevistas, que já só relia. Na minha sofreguidão de adolescente, todo o tempo de que dispunha era para ler, autores que desconhecia, poetas, ficcionistas, ensaístas. Não compreendia verdadeiramente o que significava esse acto de releitura, de regresso aos clássicos, confundindo-os naquele […]

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