Que sociedade estamos a criar?
Hoje foi o dia em que se assinalou o desaparecimento de duas livrarias emblemáticas em duas cidades diferentes de Portugal: a Livraria Miguel de Carvalho (Coimbra) e a Livraria Pó dos Livros em Lisboa.
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Hoje foi o dia em que se assinalou o desaparecimento de duas livrarias emblemáticas em duas cidades diferentes de Portugal: a Livraria Miguel de Carvalho (Coimbra) e a Livraria Pó dos Livros em Lisboa.
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É uma grande novidade e é corajoso, da parte da editora Penalux, editar um autor português, sobretudo numa área como a poesia. Ainda sem data marcada, mas para breve, o meu livro sairá pelas mãos dos editores Tonho França e Wilson Gorj, no Brasil.
Recordo que à obra Do Ínfimo foi atribuído o Prémio Glória de Sant’Anna, de 2017, respeitante aos livros de 2016, bem como esteve nomeado como finalista no Prémio de Poesia do PEN Club Português.
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A presença de autores portugueses no Brasil está para breve. Renato Rezende, editor da Circuito, irá lançar 5 autores portugueses de grande qualidade no Brasil: Hélia Correia (Adoecer), Maria da Conceição Caleiro (Até para o Ano em Jerusalém), Jaime Rocha (Loucura Branca), António Cabrita (Éter) e Rui Nunes (Nocturno Europeu).
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Neste romance que foi finalista do Prémio Leya, Isabel Rio Novo aborda uma época que foi marcada pela tuberculose, que ofereceu o contexto ao romantismo na literatura universal. Quem não se lembra de Camilo ou dos grandes romances do século XIX.Ou do mítico romance de Thomas Mann, A Montanha Mágica, nesse sanatório dos Alpes Suíços?
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Leitor voraz de filososofia e poesia antiga e contemporânea, num amplo espectro que vai de Platão a Agamben, Derrida Benjamin, Pucheu dialoga com o pensamento e a poesia clássicos, mas igualmente com a poesia contemporânea, fundindo géneros e registos vários que atravessam em ritmo torrencial o(s) poema(s). E essa torrente narrativa convoca o grandioso, o sublime, o menor, o trivial e o extraordinário numa escrita convulsa em que o múltiplo e a dialéctica, o paradoxo, se entrelaçam para nos dar a forma do poema essencialmente narrativo, numa fidelidade à vida.
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Este génio é hoje mais citado que lido, a sua obra é saqueada (algo que ele próprio não desdenharia) e está destinado a ser utilizado de forma avulsa e descontextualizada, pois a sua obra é inesgotável, nesse manancial multímodo, contraditório, poético.
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Nesta biografia pessoal e literária, o seu autor oferece-nos facetas de um Goethe mais íntimo, mas também analisa a sua obra à luz do seu percurso de vida. Dá-nos conta daquele que foi um génio na sua época e que lavrou indelevelmente a literatura universal, cuja tradição humanista está hoje em franco declínio. Era a isso que aludia Benjamin a Scholem quando se referia à perda da tradição e à necessidade de reactualização dessa tradição humanista, numa carta em que usava uma bela metáfora: “um mar agitado, mas para a vaga (se a tomarmos como a imagem do homem) só há uma coisa a fazer, abandonar-se ao movimento para crescer até formar uma crista e tombar em espuma”.
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A Livraria Leituria, em Lisboa, acolherá no dia 10 de Fevereiro (sábado), pelas 16h, o lançamento de “Cintilações: Revista de Poesia e Ensaio”, Nº 2, 2017/2018.
Esta publicação, com cerca de 200 páginas, é coordenada por Victor Oliveira Mateus.
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Como o afirmavam os filósofos e os cientistas do Renascimento e da idade Moderna, também em Bento de Jesus Caraça transparece a ideia racionalista do mundo como um livro aberto, no qual o homem precisa de (re)conhecer as cifras que nele se inscrevem para o poder ler. Todavia, como o salienta João Oliveira Duarte, a biblioteca enquanto ideia não se restringe apenas às suas relações de enumeração, ordenação, sistematização, tomadas à maneira do positivismo científico, mas suscita paradoxos que desassossegam uma compreensão simplista do arquivo e da biblioteca.
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