Rui Costa

Rui Costa: da reciclagem dos anjos

Os anjos são recicláveis e a literatura/controla o tráfego aéreo. No porão do/pensamento acenamos à suavidade,/enquanto Deus é uma sala de fisioterapia./Conservamos as fábricas de electricidade/em níveis aceitáveis de educação sentimental./Somos homens negros paridores da luz. Rui Costa, Breve ensaio sobre a potência, 29, p. 30. Rui Costa deixou-nos no início de 2012. Tinha 39 anos (nasceu em […]

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Adolfo Casais Monteiro: o estrangeiro definitivo

Uns dizem que os meus versos são tristes,/outros que são abstractos./Mas eu não tenho culpa que a carne da inteligência/seja triste, e inteligente. Adolfo Casais Monteiro, O Estrangeiro Definitivo, 1969. Toda a poesia é impura e se torna pura. Tem barro humano e é barro humano. Adolfo Casais Monteiro, A palavra Essencial, p.83. Passados 43 […]

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Encontro “Poesia Agora”

No sábado, dia 27 de Junho, pelas 14, 30 horas, estarei na EC.ON, Escrita Criativa Online, para moderar uma sessão com as poetas Filipa Leal e Margarida Vale de Gato. Elas falar-nos-ão da sua obra e do processo criativo.

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Negro Marfim

O poeta Victor Oliveira Mateus acaba de publicar o seu novo livro de poemas em prosa, intitulado Negro Marfim, na editora Labirinto. Sobre este livro diz Miguel Real: Ler este livro é fazer prova de temeridade, de suportar às avessas o peso da vida, não pelo que passa nos jornais, nos cafés e nos bares, mas pelo que […]

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A morte é um Mestre que veio da Alemanha

E grita toquem mais doce a música da morte a morte é um mestre/Que veio da Alemanha(…)  (Celan, Sete Rosas mais Tarde, 1996, pp. 16, 17) A obra de Paul Celan, como sabemos, entrosa numa tradição poética que remonta a Wilhelm von Humboldt (1767-1835) e ganha uma notável expressão na hermenêutica de autores do século […]

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Maria Teresa Horta

De que forma “vive” e escreve poesia e prosa? Com um intenso prazer que o corpo compartilha. Eu sou a minha poesia, ela inventa-me à medida que eu a crio, a vivo e me vivo através dela. Para mim, escrever é voo e sobressalto, incêndio e desmesura. Mas não menos busca e rigor, trabalho de […]

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Na terra do meu pai corria um rio

na terra do meu pai corria um rio e não era ainda o do tempo nem eu nadara nas múltiplas águas de Heraclito, um rio onde a sombra e o riso acolhiam o nosso corpo ainda intacto no incêndio da manhã   na terra do meu pai havia laranjas e chão, havia sol e nós […]

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Da memória I

antes disso havia a sombra o pai a dormir a sesta e o rumor do mar ao fundo talvez me falseie a imagem mas esse azul atlântico a arder no vento, essa luz única, a céu aberto e tudo era tão lento porque o tempo não tinha distracções nem se deixava comer por rigores de […]

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