Alberto Pucheu: dizer, interrogar o (im)possível

Leitor voraz de filososofia e poesia antiga e contemporânea, num amplo espectro que vai de Platão a Agamben, Derrida Benjamin, Pucheu dialoga com o pensamento e a poesia clássicos, mas igualmente com a poesia contemporânea, fundindo géneros e registos vários que atravessam em ritmo torrencial o(s) poema(s). E essa torrente narrativa convoca o grandioso, o sublime, o menor, o trivial e o extraordinário numa escrita convulsa em que o múltiplo e a dialéctica, o paradoxo, se entrelaçam para nos dar a forma do poema essencialmente narrativo, numa fidelidade à vida.

Walter Benjamin

Walter Benjamin: um pensamento nómada

Este génio é hoje mais citado que lido, a sua obra é saqueada (algo que ele próprio não desdenharia) e está destinado a ser utilizado de forma avulsa e descontextualizada, pois a sua obra é inesgotável, nesse manancial multímodo, contraditório, poético.

Desse mar que sempre recai na onda

Nesta biografia pessoal e literária, o seu autor oferece-nos facetas de um Goethe mais íntimo, mas também analisa a sua obra à luz do seu percurso de vida. Dá-nos conta daquele que foi um génio na sua época e que lavrou indelevelmente a literatura universal, cuja tradição humanista está hoje em franco declínio. Era a isso que aludia Benjamin a Scholem quando se referia à perda da tradição e à necessidade de reactualização dessa tradição humanista, numa carta em que usava uma bela metáfora: “um mar agitado, mas para a vaga (se a tomarmos como a imagem do homem) só há uma coisa a fazer, abandonar-se ao movimento para crescer até formar uma crista e tombar em espuma”.

Apresentação da Revista cintilações

A Livraria Leituria, em Lisboa, acolherá no dia 10 de Fevereiro (sábado), pelas 16h, o lançamento de “Cintilações: Revista de Poesia e Ensaio”, Nº 2, 2017/2018. Esta publicação, com cerca de 200 páginas, é coordenada por Victor Oliveira Mateus.

Eros, Fragmento e Orientalismo na obra de Casimiro de Brito

  Quem abriu a porta? Quem a fechou? Onde há porta? Onde não as há? Apoteose das pequenas coisas, p. 71.   Aquilo que me prende à escrita de Casimiro e, sobretudo, à sua poética, que leio e releio um pouco ao acaso porque a ela sempre volto como um gesto antigo – descobri Casimiro…

De um rio que se sonha e canta

842 A língua que falamos não é apenas uma fonte originária. É também uma respiração. É também um destino. Cada vez é a primeira e a última vez. Haverá mais rios mas só neste, e agora, me banho. E naufrago.   Já não me lembro em que momento mergulhei no leito deste rio que é a…

O número 1 da revista "Café com letras"

Uma nova revista de literatura

No dia 1 de Abril (e não é mentira!) nasceu uma nova revista de literatura lusófona, a revista Café com letras. Esta foi criada pela editora Nota de Rodapé e orgulho-me de ser a directora da mesma, o que se traduz numa imensa responsabilidade perante os leitores que nos acompanham. Deixo aqui as fotografias do lançamento da revista,…

Poemas do esquecimento

Publico agora o texto de apresentação do livro de Alberto Pereira, “Poemas com Alzheimer”. Mais vale tarde do que nunca. Este é o terceiro livro de Alberto Pereira, que já havia publicado anteriormente O áspero hálito do amanhã (2008) e Amanhecem nas rugas precipícios (2011). Conquistou, com a sua obra, vários prémios literários, que, modestamente,…

Apresentação de “Efeitos de Captura”

Luís Filipe Sarmento completa este ano 40 anos de carreira literária e a sua obra percorre um largo espectro, desde ficção a poesia e teatro. Tendo-se estreado em 1975, ainda muito jovem, com a sua recolha poética A Idade do Fogo, tem na sua bibliografia 19 livros publicados, sobretudo de poesia. A sua obra encontra-se…

Festival de Poesia do Algarve “A Teia”

No mês de Setembro, de 25 a 27, estaremos presentes no Festival de Poesia "A Teia" A Programação é a seguinte: Setembro  2015 Dia 25  ( Sexta – Feira ) 10h30 “ O Social Poético – qualidade versus igualdade” ( o papel do critíco literário) Poetas  e Críticos literários convidados – Maria João Cantinho , Cecília…