Walter Benjamin

Walter Benjamin: um pensamento nómada

Este génio é hoje mais citado que lido, a sua obra é saqueada (algo que ele próprio não desdenharia) e está destinado a ser utilizado de forma avulsa e descontextualizada, pois a sua obra é inesgotável, nesse manancial multímodo, contraditório, poético. Continue reading Walter Benjamin: um pensamento nómada

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Nossa tradição barroca é repaginada hoje, nossos artistas se tornam “catadores de ruínas”

Os primeiro-românticos, em oposição ao romantismo posterior, são grandes praticantes e teóricos da tradução de um ponto de vista não nacionalista. Eles perceberam, com Goethe, que a literatura nacional é letra morta se não for pensada em uma rede de intertextualidade que rompe com a tutela do nacional e do “próprio”. Com eles nasceu a moderna teoria da tradução e não por acaso Benjamin, leitor desses autores e responsável pela revalorização de suas obras, também vai ser autor-chave nessa moderna teoria da tradução que não vê mais essa atividade como algo instrumental e mecânico. Continue reading Nossa tradição barroca é repaginada hoje, nossos artistas se tornam “catadores de ruínas”

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Pensar a alegoria em Walter Benjamin

No dia em que se fizer a história da recepção de Walter Benjamin em Portugal, este livro da Maria João será uma chave fundamental para a compreensão da mesma. Ele situa-se como ponto charneira da segunda geração de leitores de Walter Benjamin, segunda geração que se segue e que é herdeira, uma herança, aliás, nada a contragosto contrariamente a outras heranças, de figuras como Filomena Molder, João Barrento ou Bragança de Miranda. O mais interessante, aliás, é ver como esta história percorre o livro de uma ponta à outra e como as clivagens e as diferenças que existem na recepção de Benjamin encontram uma tensão produtiva na própria formulação conceptual da alegoria. Continue reading Pensar a alegoria em Walter Benjamin

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O Anjo Melancólico

Pela editora Nota de Rodapé, já está a sair a publicação de O Anjo Melancólico – Ensaio sobre o Conceito de Alegoria na Obra de Walter Benjamin.   Partindo de uma contextualização e análise dos principais aspectos e categorias do pensamento de Walter Benjamin, que influenciou decisivamente as correntes estéticas e filosóficas da segunda metade do século XX, impelindo-nos à descoberta da existência de uma … Continue reading O Anjo Melancólico

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Eduard Fuchs: A História de Arte nas velas do Materialismo Dialéctico

A recusa da ideia de um contínuo da história postulada no ensaio sobre Fuchs tem de ter consequências epistemológicas; uma das mais importantes dessas consequências parece-me ser a determinação das fronteiras traçadas para o conceito do progresso na história. Walter Benjamin, “carta de Benjamin a Horkheimer, datada de 24 de Janeiro de 1939”, in GB, VI, p. 198. No regresso de Ibiza a Paris, em … Continue reading Eduard Fuchs: A História de Arte nas velas do Materialismo Dialéctico

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Ironia, Interrupção e Montagem no Teatro Épico

Brecht opõe o seu teatro épico ao teatro, dramático no sentido estreito do termo, a partir do qual Aristóteles formulou a sua teoria. É por isso que Brecht apresenta a dramaturgia correspondente como não-aristotélica, tal como Riemann criou uma geometria não-euclideana. Walter Benjamin, “O que é o Teatro Épico”, Oeuvres III, p. 321. Brecht, segundo as biografias de Walter Benjamin, nunca lhe terá perdoado o … Continue reading Ironia, Interrupção e Montagem no Teatro Épico

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Ironia, Interrupção e Montagem no Teatro ou o conceito brechtiano de “teatro épico”

Conferência na Esad no dia 20 de Outubro, pelas 18:30 horas Sinopse: A relação entre Bertold Brecht e Walter Benjamin intensificou-se durante o período de 1934, em que o filósofo esteve na casa de Brecht na Dinamarca, em Svendborg, desde Junho a Outubro. É justamente nessa época que Walter Benjamin discute com aquele a sua conferência (proferida em 1934) intitulada «O Autor como Produtor», que … Continue reading Ironia, Interrupção e Montagem no Teatro ou o conceito brechtiano de “teatro épico”

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Walter Benjamin e Jacques Derrida: Considerações em torno da parábola Diante da Lei

O princípio de acordo com o qual estatuo: a culpa está sempre acima de qualquer dúvida. (Kafka, Na Colónia Penal, 2004, p. 186) Assim, como o diz Kafka, existe uma esperança infinita, simplesmente ela não é para nós. Esta frase contém realmente a esperança de Kafka. É a fonte da sua irradiante serenidade. (Benjamin, Briefe II, 1993, p. 763) Permanece algo de obscuro e profundamente … Continue reading Walter Benjamin e Jacques Derrida: Considerações em torno da parábola Diante da Lei

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