A Teia de Penélope e o Anel da Tradição

Sabe-se que, na sua obra, Proust não descreveu uma vida tal como ela ocorreu, mas uma vida tal como aquele que a viveu a rememora. E esta fórmula permanece aproximada e demasiado grosseira. Porque aquilo que desempenha aqui o papel essencial, para o autor que se lembra das suas recordações, nada tem a ver com o que viveu, mas com o tecido das suas recordações, … Continue reading A Teia de Penélope e o Anel da Tradição

Rate this:

Jeanne-Marie Gagnebin: Walter Benjamin não pode ser mais um fetiche cultural

Partilho no Blog a entrevista de Jeanne-Marie Gagnebin, conduzida por Paulo Carvalho, para deleite dos benjaminianos. Para Jeanne Marie Gagnebin, uma das mais reconhecidas e admiradas pesquisadoras da obra de Walter Benjamin, deveríamos resistir à tentação de transformar os escritos do pensador alemão em mais um fetiche, em mais um “bem cultural” circulando em um sistema de consumismo cego, de mera acumulação, cuja lógica esvaziada … Continue reading Jeanne-Marie Gagnebin: Walter Benjamin não pode ser mais um fetiche cultural

Rate this:

A morte é um Mestre que veio da Alemanha

E grita toquem mais doce a música da morte a morte é um mestre/Que veio da Alemanha(…)  (Celan, Sete Rosas mais Tarde, 1996, pp. 16, 17) A obra de Paul Celan, como sabemos, entrosa numa tradição poética que remonta a Wilhelm von Humboldt (1767-1835) e ganha uma notável expressão na hermenêutica de autores do século XX como Gadamer, Heidegger, George Steiner ou, ainda, Walter Benjamin. … Continue reading A morte é um Mestre que veio da Alemanha

Rate this:

Eduardo Prado Coelho

Nós Fomos Esperados sobre a Terra

Filósofo? Crítico literário? Cronista? Ficcionista? Historiador da cultura? Pensador? Não saberemos muito bem classificar o trabalho imenso de Walter Benjamin, autor que se tornou fundamental em qualquer tentativa para pensar a modernidade e os seus percursos contraditórios. Para uma certa esquerda europeia e sul-americana (foram frequentes as traduções no Brasil, onde se tornou um autor de culto), Benjamin constituiu uma outra forma de ser marxista, … Continue reading Nós Fomos Esperados sobre a Terra

Rate this:

Le Lieu de la Communauté qui vient : de la langue à venir à la théorie de la Critique chez Walter Benjamin

Le monde messianique est le monde de l’actualité totale et intégrale. Ce n’est qu’en lui qu’existe une histoire universelle. Ce qui est appelé aujourd’hui de ce nom, ne peut être qu’une sorte d’espéranto. Rien ne saurait lui correspondre tant que la confusion née de la tour de Babel subsiste. C’est qu’elle suppose une langue dans laquelle tout texte d’une langue vivante ou morte doit pouvoir … Continue reading Le Lieu de la Communauté qui vient : de la langue à venir à la théorie de la Critique chez Walter Benjamin

Rate this:

Kafka

Walter Benjamin e Jacques Derrida: Considerações em torno da parábola “Diante da Lei”

O princípio de acordo com o qual estatuo: a culpa está sempre acima de qualquer dúvida. (Kafka, Na Colónia Penal, 2004, p. 186) Assim, como o diz Kafka, existe uma esperança infinita, simplesmente ela não é para nós. Esta frase contém realmente a esperança de Kafka. É a fonte da sua irradiante serenidade. (Benjamin, Briefe II, 1993, p. 763) Permanece algo de obscuro e profundamente … Continue reading Walter Benjamin e Jacques Derrida: Considerações em torno da parábola “Diante da Lei”

Rate this:

Walter Benjamin e Aby Warburg

O Voo Suspenso do Tempo: Estudo sobre o conceito de Imagem Dialéctica em Aby Warburg e Walter Benjamin

Plus il avançait vers cette image trompeuse du rivage de l’île, plus cette image reculait; elle fuyait toujours devant lui, e il ne savait que croire de cette fuite. Fénelon, Télemaque, IX. As imagens podem convocar os nossos sentidos, a nossa imaginação ou o nosso pensamento. Muitas vezes, convertem-se no próprio alimento do pensamento, tal a sua pregnância. Isso não faz delas personagens secundárias, mas … Continue reading O Voo Suspenso do Tempo: Estudo sobre o conceito de Imagem Dialéctica em Aby Warburg e Walter Benjamin

Rate this:

Do conceito de Violência Divina em Benjamin ao Conceito de Violência em Zizek

Mais do que nunca precisamos de pensar no papel da violência e do seu poder e na função que ela tem, atualmente, nos nossos regimes supostamente democráticos. Quer na sua função de manter a ordem, a violência do direito, a jurídica, a que é exercida para manter a ordem e sancionar, seja na violência revolucionária, quiçá legítima, como ela é exercida hoje, por toda a … Continue reading Do conceito de Violência Divina em Benjamin ao Conceito de Violência em Zizek

Rate this: