Walter Benjamin: Melancolia e Revolução

Na próxima semana já pode encontrá-lo nas livrarias e pode ainda encomendá-lo aqui. Comecemos pelo paradoxo mais evidente, que, apesar de ter sido bastante analisado, nunca se nos afigura – e felizmente – tão claro e transparente como o desejaríamos: era Benjamin um pensador materialista ou teológico? Parece mais ou menos evidente que a conclusão […]

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A sombra avança, tapando a seara

A sombra avança, tapando a seara com o seu manto espesso que chama o uivo da noite o silvo da tempestade   Era um vento livre que corria e afagava as espigas era tal o relampejo, a luz que fulgia e nos fugia Na respiração que havia nos olhos das crianças   Era tal esse […]

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Aschenbach

Aschenbach caminhou por entre sombras Procurando, enlouquecido, A luz que haveria de salvá-lo.   Aschenbach percorria as escuras ruas de Veneza, soçobrando em cada rosto que lhe devolvia a decadência e a morte, almejando o sonho da beleza.   Tzadio, Tzadio luz na luz, caminhando na fímbria do mar apontando para o longe cada vez […]

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Dois poemas inéditos

Tulcea   Tulcea, que agora se afunda nos braços da noite, deixa atrás de si o rumor quieto das águas e a oscilação calma dos barcos, numa despedida do verão. Deixo que a noite invada os rostos e que a escuridão engula as vozes, que cantam a nostalgia, sem nome.   Adormecerei neste lugar, em […]

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Festival Literário Luso-Afro-Brasileiro

O Festival Literário Luso-afro-brasileiro — Festlab vai reunir escritores, jornalistas, críticos literários e educadores, pelo segundo ano consecutivo, em Luanda, capital angolana. Do Portugal participa Maria João Cantinho, poeta, crítica e ensaísta, e, do lado brasileiro, participam Josélia Aguiar, Felipe Fortuna, Marta Morais da Costa, Flávia Amparo e Mirna Queiroz.

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«Do Ínfimo» no Brasil

Do Ínfimo está prestes a sair no Brasil, pela editora Penalux, de Wilson Gorj e Tonho França. É uma alegria ver chegar o meu primeiro livro de poesia ao Brasil. Agradeço também às minhas editoras portuguesas Gisela Ramos Rosa e Natacha Serrão, pelo convite que me fizeram para integrar a colecção Clepsydra, da editora Coisas de Ler. Por último, ao Prémio Glória de Sant’Anna, que me foi atribuído por esta obra, nas pessoas de Inez Andrade Paes, Andrea Paes e Ricardo Paes (filhos da poeta).

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“Do Ínfimo” sairá em breve no Brasil pela Editora Penalux

É uma grande novidade e é corajoso, da parte da editora Penalux, editar um autor português, sobretudo numa área como a poesia. Ainda sem data marcada, mas para breve, o meu livro sairá pelas mãos dos editores Tonho França e Wilson Gorj, no Brasil.

Recordo que à obra Do Ínfimo foi atribuído o Prémio Glória de Sant’Anna, de 2017, respeitante aos livros de 2016, bem como esteve nomeado como finalista no Prémio de Poesia do PEN Club Português.

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O resto é rosto: rastros Do ínfimo, de Maria João Cantinho; por Danielle Magalhães

Juan de la Cruz, Rumi e Eckart povoam “O lento passo dos nómadas”. Eu arrisco a dizer que todos os passos Do ínfimo são nômades, são todos outros e todos abertos à alteridade, todos passagens, fazendo dos passos, dos impasses, dos saltos e dos abismos começos possíveis de transitar. Do ínfimo é dedicado a todos “que caminham descalços”, aos “que caminham de olhos cerrados”, aos “que caminham de rosto coberto”, aos que “caminham e nunca chegam/ peregrinos de um clarão sem nome” – versos iniciais do poema “Os Peregrinos”.

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Perplexidades e equilíbrios

É um livro de grande equilíbrio, que tem arquitectura e é meditado, denotando ampla consciência do seu ofício. Sendo discursivo não cai no vício da retórica; o seu léxico medido e uma expressividade controlada não perdem de vista os seus efeitos emocionais embora prescinda de se meter em ponta dos pés, no afã de cativar o leitor por um “sensacionalismo das imagens”.

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