Nossa tradição barroca é repaginada hoje, nossos artistas se tornam “catadores de ruínas”

Os primeiro-românticos, em oposição ao romantismo posterior, são grandes praticantes e teóricos da tradução de um ponto de vista não nacionalista. Eles perceberam, com Goethe, que a literatura nacional é letra morta se não for pensada em uma rede de intertextualidade que rompe com a tutela do nacional e do “próprio”. Com eles nasceu a moderna teoria da tradução e não por acaso Benjamin, leitor desses autores e responsável pela revalorização de suas obras, também vai ser autor-chave nessa moderna teoria da tradução que não vê mais essa atividade como algo instrumental e mecânico.

Rate this:

Advertisements

“Cada livro é uma pedagogia destinada a formar o seu leitor”*

Não consegui (ainda?) aprender em que língua falam os livros “para crianças” deste poeta, e não há garantia alguma de que isto possa vir a acontecer. As obras falam, para além do que dizem — “É o infalável que fala” — diz MAP; toda a obra é um “infalável que fala”. Enquanto eu só conseguir ouvir os ecos dos meus próprios lugares comuns, enquanto só ouvirmos o que estamos habituados a dizer, não aprendemos nada, nada nos muda, mais vale ficar calado.

Rate this: