A sombra avança, tapando a seara

A sombra avança, tapando a seara com o seu manto espesso que chama o uivo da noite o silvo da tempestade   Era um vento livre que corria e afagava as espigas era tal o relampejo, a luz que fulgia e nos fugia Na respiração que havia nos olhos das crianças   Era tal esse […]

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Aschenbach

Aschenbach caminhou por entre sombras Procurando, enlouquecido, A luz que haveria de salvá-lo.   Aschenbach percorria as escuras ruas de Veneza, soçobrando em cada rosto que lhe devolvia a decadência e a morte, almejando o sonho da beleza.   Tzadio, Tzadio luz na luz, caminhando na fímbria do mar apontando para o longe cada vez […]

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Poema de Fiama Hasse Pais Brandão

7ª (A hera de Heraclito)   Jamais recuará esse rio. Encobriria a cara na sepultura de lodo, sem memória, sem o passado, só olhos na água ou ar visíveis (como orifícios na onda), pois tudo o que se vê logo desvia o olhar do pântano possível.   São as cordas De água que se ouvem […]

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Le Cemitière Marin à Sète

Le Cemitière Marin

Μή, φίλα ψυχά, βίον ἀθάνατον σπεῦδε, τὰν δ’ ἔμπρακτον ἄντλει μαχανάν. Pindare, Pythiques, III.  Ce toit tranquille, où marchent des colombes, Entre les pins palpite, entre les tombes ; Midi le juste y compose de feux La mer, la mer, toujours recommencée ! Ô récompense après une pensée Qu’un long regard sur le calme des dieux ! Quel […]

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O Baile Final

Poderíamos chamar James Ensor ou um qualquer pintor do desencanto antes pintor, diria o outro, o do spleen, do que fotógrafo, esses idólatras do real.   E a noite das sombras, a do século que entrou a pique no optimismo da técnica que faremos dela senão cantá-la?   Withman ou Pessoa, Eliot, ou ainda a […]

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