Poema de Fiama Hasse Pais Brandão

7ª (A hera de Heraclito)   Jamais recuará esse rio. Encobriria a cara na sepultura de lodo, sem memória, sem o passado, só olhos na água ou ar visíveis (como orifícios na onda), pois tudo o que se vê logo desvia o olhar do pântano possível.   São as cordas De água que se ouvem Com a força de um rio no mesmo ouvido; Nada … Continue reading Poema de Fiama Hasse Pais Brandão

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Le Cemitière Marin à Sète

Le Cemitière Marin

Μή, φίλα ψυχά, βίον ἀθάνατον σπεῦδε, τὰν δ’ ἔμπρακτον ἄντλει μαχανάν. Pindare, Pythiques, III.  Ce toit tranquille, où marchent des colombes, Entre les pins palpite, entre les tombes ; Midi le juste y compose de feux La mer, la mer, toujours recommencée ! Ô récompense après une pensée Qu’un long regard sur le calme des dieux ! Quel pur travail de fins éclairs consume Maint diamant d’imperceptible écume, … Continue reading Le Cemitière Marin

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O Baile Final

Poderíamos chamar James Ensor ou um qualquer pintor do desencanto antes pintor, diria o outro, o do spleen, do que fotógrafo, esses idólatras do real.   E a noite das sombras, a do século que entrou a pique no optimismo da técnica que faremos dela senão cantá-la?   Withman ou Pessoa, Eliot, ou ainda a miragem de Orfeu piscando o olho à sua Eurídice aquela … Continue reading O Baile Final

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