Aschenbach

Aschenbach caminhou por entre sombras Procurando, enlouquecido, A luz que haveria de salvá-lo.   Aschenbach percorria as escuras ruas de Veneza, soçobrando em cada rosto que lhe devolvia a decadência e a morte, almejando o sonho da beleza.   Tzadio, Tzadio luz na luz, caminhando na fímbria do mar apontando para o longe cada vez […]

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Um cavalo de fogo, a tua voz trémula

Im memoriam de António Ramos Rosa   Alucinada, entro no tropel dos teus versos soltos e largos, avassaladores, desenhando-se secretamente no rumor quase silêncio, inquieta, esta rosa do tempo lentamente florindo na noite.   Ah, assombro, assombro de um lugar onde já nem espaço tem para se abrigar, este frémito do coração, que bate ao […]

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Dois poemas inéditos

Tulcea   Tulcea, que agora se afunda nos braços da noite, deixa atrás de si o rumor quieto das águas e a oscilação calma dos barcos, numa despedida do verão. Deixo que a noite invada os rostos e que a escuridão engula as vozes, que cantam a nostalgia, sem nome.   Adormecerei neste lugar, em […]

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Walter Benjamin: Melancolia e Revolução

Em breve nas livrarias. Comecemos pelo paradoxo mais evidente, que, apesar de ter sido bastante analisado, nunca se nos afigura – e felizmente – tão claro e transparente como o desejaríamos: era Benjamin um pensador materialista ou teológico? Parece mais ou menos evidente que a conclusão não pode ser definitiva e creio que optar por […]

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Colecção Trás-os-Mares leva autores portugueses ao Brasil

A colecção Trás-os-Mares, da editora Circuito, de Renato Rezende e com curadoria minha (da parte de Portugal) já circula no Brasil. A colecção, que conta com as obras de Rui Nunes, «Noturno», António Cabrita, «Éter», Maria Da Conceição Caleiro, «Até o ano que vem em Jerusalém», Hélia Correia, «Adoecer», Jaime Rocha, «A Loucura Branca», teve […]

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Carta a Lula

Exmº Sr. Ex-Presidente da República do Brasil Lula da Silva, Há homens que lutam um dia, e são bons; há outros que lutam muitos dias, e são muito bons; há homens que lutam muitos anos, e são melhores; mas há os que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis! Bertold Brecht Peço desculpa por […]

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João Oliveira Duarte: um ensaio para compreender a obra de Bento de Jesus Caraça.

Como o afirmavam os filósofos e os cientistas do Renascimento e da idade Moderna, também em Bento de Jesus Caraça transparece a ideia racionalista do mundo como um livro aberto, no qual o homem precisa de (re)conhecer as cifras que nele se inscrevem para o poder ler. Todavia, como o salienta João Oliveira Duarte, a biblioteca enquanto ideia não se restringe apenas às suas relações de enumeração, ordenação, sistematização, tomadas à maneira do positivismo científico, mas suscita paradoxos que desassossegam uma compreensão simplista do arquivo e da biblioteca.

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