O número 1 da revista "Café com letras"

Uma nova revista de literatura

No dia 1 de Abril (e não é mentira!) nasceu uma nova revista de literatura lusófona, a revista Café com letras. Esta foi criada pela editora Nota de Rodapé e orgulho-me de ser a directora da mesma, o que se traduz numa imensa responsabilidade perante os leitores que nos acompanham. Deixo aqui as fotografias do lançamento da revista, evento que teve lugar no dia 9 de Abril, na … Continue reading Uma nova revista de literatura

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Revista “Círculo de Giz”

Já se encontra disponível o primeiro número da revista Círculo de Giz, editada por Diogo Nunes Sumário 1. Uma viagem sem destino: o conceito de liberdade em Easy Rider(Eduardo Gusmão de Quadros) 2. “O porto é a porta”: um breve per-curso do encontro entre a antropologia e a teologia presentes na prosa de Clarice Lispector(Alessandra Serra Viegas) 3. Calabar e o questionamento à imagem indianista … Continue reading Revista “Círculo de Giz”

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Rui Costa

Rui Costa: da reciclagem dos anjos

Os anjos são recicláveis e a literatura/controla o tráfego aéreo. No porão do/pensamento acenamos à suavidade,/enquanto Deus é uma sala de fisioterapia./Conservamos as fábricas de electricidade/em níveis aceitáveis de educação sentimental./Somos homens negros paridores da luz. Rui Costa, Breve ensaio sobre a potência, 29, p. 30. Rui Costa deixou-nos no início de 2012. Tinha 39 anos (nasceu em 1972), era poeta, advogado e investigador na área da saúde. … Continue reading Rui Costa: da reciclagem dos anjos

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Adolfo Casais Monteiro: o estrangeiro definitivo

Uns dizem que os meus versos são tristes,/outros que são abstractos./Mas eu não tenho culpa que a carne da inteligência/seja triste, e inteligente. Adolfo Casais Monteiro, O Estrangeiro Definitivo, 1969. Toda a poesia é impura e se torna pura. Tem barro humano e é barro humano. Adolfo Casais Monteiro, A palavra Essencial, p.83. Passados 43 anos após a sua morte, a história da literatura portuguesa … Continue reading Adolfo Casais Monteiro: o estrangeiro definitivo

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A morte é um Mestre que veio da Alemanha

E grita toquem mais doce a música da morte a morte é um mestre/Que veio da Alemanha(…)  (Celan, Sete Rosas mais Tarde, 1996, pp. 16, 17) A obra de Paul Celan, como sabemos, entrosa numa tradição poética que remonta a Wilhelm von Humboldt (1767-1835) e ganha uma notável expressão na hermenêutica de autores do século XX como Gadamer, Heidegger, George Steiner ou, ainda, Walter Benjamin. … Continue reading A morte é um Mestre que veio da Alemanha

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Paul Celan

Apresentação da antologia de Celan;Não Sabemos Mesmo o que Importa

“O poema, sendo como é uma forma de aparição da linguagem, é por isso de essência dialógica, o poema pode ser uma garrafa lançada ao mar, abandonada à esperança – decerto muitas vezes ténue – de poder um dia ser recolhida numa qualquer praia, talvez na praia do coração. Também neste sentido os poemas são um caminho: encaminham-se para um destino (…) para um lugar … Continue reading Apresentação da antologia de Celan;Não Sabemos Mesmo o que Importa

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Le Lieu de la Communauté qui vient : de la langue à venir à la théorie de la Critique chez Walter Benjamin

Le monde messianique est le monde de l’actualité totale et intégrale. Ce n’est qu’en lui qu’existe une histoire universelle. Ce qui est appelé aujourd’hui de ce nom, ne peut être qu’une sorte d’espéranto. Rien ne saurait lui correspondre tant que la confusion née de la tour de Babel subsiste. C’est qu’elle suppose une langue dans laquelle tout texte d’une langue vivante ou morte doit pouvoir … Continue reading Le Lieu de la Communauté qui vient : de la langue à venir à la théorie de la Critique chez Walter Benjamin

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Kafka

Walter Benjamin e Jacques Derrida: Considerações em torno da parábola “Diante da Lei”

O princípio de acordo com o qual estatuo: a culpa está sempre acima de qualquer dúvida. (Kafka, Na Colónia Penal, 2004, p. 186) Assim, como o diz Kafka, existe uma esperança infinita, simplesmente ela não é para nós. Esta frase contém realmente a esperança de Kafka. É a fonte da sua irradiante serenidade. (Benjamin, Briefe II, 1993, p. 763) Permanece algo de obscuro e profundamente … Continue reading Walter Benjamin e Jacques Derrida: Considerações em torno da parábola “Diante da Lei”

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Walter Benjamin e Aby Warburg

O Voo Suspenso do Tempo: Estudo sobre o conceito de Imagem Dialéctica em Aby Warburg e Walter Benjamin

Plus il avançait vers cette image trompeuse du rivage de l’île, plus cette image reculait; elle fuyait toujours devant lui, e il ne savait que croire de cette fuite. Fénelon, Télemaque, IX. As imagens podem convocar os nossos sentidos, a nossa imaginação ou o nosso pensamento. Muitas vezes, convertem-se no próprio alimento do pensamento, tal a sua pregnância. Isso não faz delas personagens secundárias, mas … Continue reading O Voo Suspenso do Tempo: Estudo sobre o conceito de Imagem Dialéctica em Aby Warburg e Walter Benjamin

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