Nossa tradição barroca é repaginada hoje, nossos artistas se tornam “catadores de ruínas”

Os primeiro-românticos, em oposição ao romantismo posterior, são grandes praticantes e teóricos da tradução de um ponto de vista não nacionalista. Eles perceberam, com Goethe, que a literatura nacional é letra morta se não for pensada em uma rede de intertextualidade que rompe com a tutela do nacional e do “próprio”. Com eles nasceu a moderna teoria da tradução e não por acaso Benjamin, leitor desses autores e responsável pela revalorização de suas obras, também vai ser autor-chave nessa moderna teoria da tradução que não vê mais essa atividade como algo instrumental e mecânico. Continue reading Nossa tradição barroca é repaginada hoje, nossos artistas se tornam “catadores de ruínas”

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Maria Filomena Molder

Que das cinzas renasça o vivo

Molder, Maria Filomena, O Químico e o Alquimista, Benjamin, Leitor de Baudelaire, Relógio d’água, Lisboa, 2011. É de saudar a publicação desta obra de Maria Filomena Molder, por várias razões. Era notada a ausência de uma publicação consagrada ao pensamento benjaminiano, que tomasse o seu objecto entre mãos, de forma tão rigorosa e completa como o faz a autora, que tem dedicado a Walter Benjamin … Continue reading Que das cinzas renasça o vivo

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Walter Benjamin

A História secreta, redenção e catástrofe em Walter Benjamin

O que foi, o que é e o que será, a história do passado e do futuro, as coisas que tive e as que terei, tudo isso nos aguarda num qualquer lugar desse labirinto tranquilo. Jorge Luís Borges, Nove Ensaios Dantescos. Na perspectiva da história que o jovem Benjamin pensou, a partir de 1914, ao redigir textos como A Vida dos Estudantes, Romantik, entre outros, … Continue reading A História secreta, redenção e catástrofe em Walter Benjamin

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