Desse mar que sempre recai na onda

Nesta biografia pessoal e literária, o seu autor oferece-nos facetas de um Goethe mais íntimo, mas também analisa a sua obra à luz do seu percurso de vida. Dá-nos conta daquele que foi um génio na sua época e que lavrou indelevelmente a literatura universal, cuja tradição humanista está hoje em franco declínio. Era a isso que aludia Benjamin a Scholem quando se referia à perda da tradição e à necessidade de reactualização dessa tradição humanista, numa carta em que usava uma bela metáfora: “um mar agitado, mas para a vaga (se a tomarmos como a imagem do homem) só há uma coisa a fazer, abandonar-se ao movimento para crescer até formar uma crista e tombar em espuma”.

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Maria Filomena Molder

Que das cinzas renasça o vivo

Molder, Maria Filomena, O Químico e o Alquimista, Benjamin, Leitor de Baudelaire, Relógio d’água, Lisboa, 2011. É de saudar a publicação desta obra de Maria Filomena Molder, por várias razões. Era notada a ausência de uma publicação consagrada ao pensamento benjaminiano, que tomasse o seu objecto entre mãos, de forma tão rigorosa e completa como […]

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