Mais um passo para a ditadura: a execução de Marielle Franco

O dia 14 de Março de 2018, em que Marielle Franco foi executada no seu carro juntamente com o seu motorista, é um dia de vergonha para os seus algozes, por detrás de quem se escondem grandes interesses políticos, um dia de tristeza profunda para aqueles que viam na bela guerreira uma esperança para milhões de brasileiros sem voz nem existência, sujeitos à violência policial diária, sem que isso corresponda minimamente a uma resolução do problema da criminalidade do Brasil. A morte de Marielle é uma facada funda no coração da democracia, mais uma, que vem mostrar o verdadeiro rosto de quem governa hoje o Brasil, o qual caminha a largos passos para uma ditadura, perante a indiferença do mundo, não obstante a sua evidência.

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O Affair Passos Coelho, ainda

Apetecia-me começar este texto com as obrigações implícitas no estatuto da carreira docente e as alterações trazidas pelo acordo que Bolonha trouxe às universidades portuguesas. É habitual ouvirmos os professores (não apenas os universitários) queixarem-se por causa do acréscimo de trabalho trazido pelas necessidades prementes da avaliação, que não se faziam sentir antes, de forma […]

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“Do Ínfimo” sairá em breve no Brasil pela Editora Penalux

É uma grande novidade e é corajoso, da parte da editora Penalux, editar um autor português, sobretudo numa área como a poesia. Ainda sem data marcada, mas para breve, o meu livro sairá pelas mãos dos editores Tonho França e Wilson Gorj, no Brasil.

Recordo que à obra Do Ínfimo foi atribuído o Prémio Glória de Sant’Anna, de 2017, respeitante aos livros de 2016, bem como esteve nomeado como finalista no Prémio de Poesia do PEN Club Português.

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Colecção Trás-os Mares

A presença de autores portugueses no Brasil está para breve. Renato Rezende, editor da Circuito, irá lançar 5 autores portugueses de grande qualidade no Brasil: Hélia Correia (Adoecer), Maria da Conceição Caleiro (Até para o Ano em Jerusalém), Jaime Rocha (Loucura Branca), António Cabrita (Éter) e Rui Nunes (Nocturno Europeu).

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A Febre das Almas Sensíveis

Neste romance que foi finalista do Prémio Leya, Isabel Rio Novo aborda uma época que foi marcada pela tuberculose, que ofereceu o contexto ao romantismo na literatura universal. Quem não se lembra de Camilo ou dos grandes romances do século XIX.Ou do mítico romance de Thomas Mann, A Montanha Mágica, nesse sanatório dos Alpes Suíços?

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Alberto Pucheu: dizer, interrogar o (im)possível

Leitor voraz de filososofia e poesia antiga e contemporânea, num amplo espectro que vai de Platão a Agamben, Derrida Benjamin, Pucheu dialoga com o pensamento e a poesia clássicos, mas igualmente com a poesia contemporânea, fundindo géneros e registos vários que atravessam em ritmo torrencial o(s) poema(s). E essa torrente narrativa convoca o grandioso, o sublime, o menor, o trivial e o extraordinário numa escrita convulsa em que o múltiplo e a dialéctica, o paradoxo, se entrelaçam para nos dar a forma do poema essencialmente narrativo, numa fidelidade à vida.

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