O Prazer da Invenção: uma conversa com Nuno Júdice

Sem vida não haveria escrita. Mas essa conciliação decorre de uma disciplina que me obriga, diariamente ou quase, a escrever. E também a ler, embora essa leitura seja quase sempre uma releitura dos autores que me acompanham desde sempre, e que estão ao meu lado na estante: Herberto, Ruy Belo, Jorge de Sena, Drummond, Vinicius, Rilke, Ashberry, Eliot. e os que vou descobrindo, sobretudo da poesia anglo-americana, que é aquela de que me sinto mais próximo, depois da portuguesa. O último foi Robert Nye, com um poema delicioso publicado no TLS de 21 de dezembro sobre o milagre de Canaã.

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Traço e Ruína na Obra de Nuno Júdice

No seu texto «Le Murmure», escreve Francis Ponge: “a função do artista é assim bastante clara: deve abrir uma oficina e aí tomar em reparação o mundo, fragmento a fragmento, tal como ele lhe aparece. Não por que se tenha por um mágico. Apenas como um relojoeiro.” (PONGE 1971, 193). A minúcia é uma arte que […]

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